Novela da vida real: Síndrome da Alienação Parental

Na novela Salve Jorge, exibida pelo Globo no horário das 21 horas, há um caso claro de Síndrome da Alienação Parental em um dos núcleos da trama. Nesse núcleo Celso (Caco Ciocler) e Antonia (Letícia Spiller) acabaram de se separar por conta de uma briga causada pela atitude possessiva de Celso. A separação foi bem ríspida, Antonia saiu de casa subitamente, pois não aguentava mais a situação e foi proibida de levar sua filha Raissa (Kiria Malheiros) consigo. Após a briga, Celso passou a ofender a ex-mulher e se fazer de vítima para a filha, dizendo que a mãe abandonou aos dois, que a mãe não gosta mais de Raissa, e até mesmo fala mal de Antonia, fazendo a filha perder a confiança em sua ex-mulher. Ele também passou um tempo recusando uma visita de Antonia à filha, o que a mãe conseguiu depois de muitas conversas. Mas a alienação continua por parte do pai.

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Nos livros da editora Autores Associados Guarda Compartilhada e Síndrome da Alienação Parental, de Denise Maria Perissini da Silva, e Os Fundamentos da Relação Afetiva, de Raphaële Miljkovitch, é mostrado como as brigas entre os pais, como a vivida na novela Salve Jorge, e o abandono às vezes sentido pelos filhos, influenciam as crianças em suas futuras relações na idade adulta. Este é o tema central do livro de Miljkovitch que, a partir de uma pesquisa, aponta como a relação dos pais com as crianças, e até mesmo a relação entre pai e mãe, podem ser de grande influência na vida adulta do bebê ou da criança, que irá projetar tudo que aprendeu na infância inconscientemente na vida adulta. Por exemplo, se seus pais não demonstravam carinho um para o outro e/ou brigavam muito, a criança aprende que para ser e se sentir amada terá sempre que ter demonstrações de carinho. Já se seus pais não lhe davam atenção necessária, o futuro adulto sempre irá se sentir rejeitado nas relações amorosas. Raphaële aponta muitos outros casos de ‘traumas’ pelos quais as crianças passam e que são projetados em sua idade adulta.

Já no livro de Denise Perissini é mostrado como a guarda compartilhada, quando bem desenvolvida, é importante para a formação pessoal da criança. Ela costuma ter um ambiente só dela tanto na casa do pai quanto na casa da mãe, como sua cama, escrivaninha e suas roupas nos dois lugares, a atenção sempre é bem dividida entre os dois e o círculo social e de amizades sempre é maior, em especial quando um dos parentes já está em outra relação com filhos e/ou enteados. Já quando há uma briga pela guarda da criança e constantes alienações por parte do pai e/ou da mãe, a autora também defende (assim como Raphaële Miljkovitch ) que a criança quando adulta tenderá a não conseguir uma relação estável, assim como foi com seus pais.

Assim como na ficção global, hoje em dia é incrivelmente comum muitas famílias reais passarem por esses problemas durante a separação. Estes dois livros servem de auxílio aos pais (e também aos filhos) entenderem melhor como eles são um grande modelo para todas as áreas de formação de seu filho, desde a educação e a moral até a influência nas relações amorosas.

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Imagem: divulgação

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