Arquivo do mês: dezembro 2012

Recesso de fim de ano

Entre os dias 21/12 e 07/01/13 a Editora Autores Associados entrará em recesso devido as Festa de Fim de Ano.

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Queremos aproveitar este espaço para desejar a vocês, que muito representam para a Editora e que nos ajudaram sempre a crescer, uma excelente noite de Natal, repleta de paz e harmonia, e um ano de 2013 recheado de realizações, saúde, amor e paz! Que possamos estar juntos mais uma vez no ano que se aproxima.

São os sinceros votos de toda a esquipe da Editora Autores Associados.

Até 2013!

Divulgados os números da educação do Censo 2010

Foram divulgados hoje os resultados do Censo 2010 em relação a educação do país. Segundo os números, 49,3% da população acima de 25 anos não completou o ensino fundamental, 11,3% completaram o ensino superior de graduação e 3,3% das crianças e adolescentes de 6 a 14 anos estavam fora das escolas (tudo isso na média nacional).

Se os dados forem avaliados por regiões, os números mostram que ainda há muita desigualdade de educação no país. A média nacional de adolescentes entre 15 e 17 anos que não estudavam era de 16,7%, nas Regiões Norte e Sul o índice foi de 18,7%, maior que o nacional. Já entre as crianças de 6 a 14 anos, na Região Norte a porcentagem foi de 6,1%, bem maior que a média nacional (3,3%).

Na área rural, devido à dificuldade de acesso às escolas pelas longas distâncias que a criança tem de percorrer, os números de abstenção escolar são maiores, nas cidades a porcentagem é de 2,9% já na área rural é de 5% entre a faixa etária de 6 a 14 anos. Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, que deveriam freqüentar o ensino médio, os números crescem ainda mais, 21,7% na área rural e 15,6% nas áreas urbanas.

Os números também mostram a desigualdade quando o assunto é renda familiar. Entre as crianças com renda familiar de até um quarto do salário mínimo, 5,2% não freqüentavam o ensino fundamental e 21,1% não freqüentavam o ensino médio. Este número em famílias com renda per capta acima de 3 salários mínimos cai para 1,6% no ensino fundamental e 6,4% para o ensino médio.

Já no ensino superior, a região com mais graduados aos 25 anos ou mais é a Região Sudeste (13,7%), seguida pelo Centro-Oeste (13,2%), Sul (12,1%), Norte (7,6%) e Nordeste (7,1%). Os homens com ensino superior completo no Brasil somam 9,9%, já as mulheres ultrapassam os homens, com 12,5% graduadas. Os homens sem instrução de ensino fundamental somam 50,8%, e as mulheres 47,8%.

Valores em família

Por Débora Corigliano – autora do livro Orientado Pais, Educando Filhos

Nesta época de Natal, muitas famílias tentam resgatar alguns valores que se perderam ao longo do ano. Como a caridade, a bondade, o perdão entre tantos outros. Porém, reais valores familiares devem ser cultivados todos os dias ao longo do ano, e se isso acontece com naturalidade plantamos uma pequena semente da harmonia.
Falar em valores , torna-se algo amplo e complexo. Quais os reais valores?
Hoje em dia, vivemos buscando algo para melhorar nossa qualidade de vida, nossos relacionamentos e nossa conduta profissional. Queremos ter, queremos ser. Porém, na correria acabamos pulando alguns aspectos importantes deste contexto: os valores.
Os valores são as convicções e as ideias que temos sobre a vida, as pessoas e o dinheiro. Os valores influenciam nossos relacionamentos: como tratamos uns aos outros e como resolvemos nossas diferenças. A transmissão de valores é uma das preocupações que toda família e escola possuem. Como fazer isso no dia-a-dia? Quais valores precisam ser passados? A escola pode ajudar? É natural que dúvidas acabem surgindo, não há como formar cidadãos éticos e preparados para viver em sociedade sem transmitir os valores humanos universais. Apesar de não existirem respostas simples, é possível apontar caminhos a serem seguidos, com o objetivo de amenizar alguns problemas de comportamento enfrentados atualmente dentro e fora da escola.
Quem define os valores para a criança?
Com certeza esse momento é responsabilidade da família em parceria com a escola. Porém cada um tem seu papel nesse processo. A escola trabalha com algo coletivo, a família já lida com particularidades de cada membro associado ao bem comum. A família oferece à criança todas as condições para desenvolver os principais valores, pois existe aí um vínculo emocional muito forte. Um ambiente familiar com moralidade, respeito e exemplos positivos formará uma criança com valores presentes e bem definidos. A escola colabora fazendo a manutenção constante dos valores apresentados em cada contexto familiar.

Atualmente se fala em valores de ontem, valores de hoje, valores dos pais, valores dos filhos. A partir dos valores da família e da escola se estabelecem uma educação significativa, que tem suporte nesses valores e que transforma a criança no homem e o homem em cidadão comprometido com seu momento, a sua época e o seu mundo.

Os valores são relativos e diferentes em cada contexto familiar. Existem valores que servem para uns, mas não para outros. E ninguém é melhor ou pior por isso. Os professores também precisam ter isso bem claro. Questões como ética, moral e valores devem ser trabalhados dentro das escolas, mas de forma nenhuma podem ser tratadas como verdades inquestionáveis. Acima de tudo, as individualidades precisam ser respeitadas.

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Os valores são os determinantes das escolhas que se faz, dos objetivos que se tem e o que se considera bem ou mau (para cada um). Para um melhor entendimento é necessário conceituar os valores. Alguns valores são gerais, todos devem conhecê-los a aplicá-los no seu dia a dia, como a verdade, a honestidade e o respeito. Outros são pertinentes a cada família. Porém existe um elo que família e escola estabelecem de forma significativa para garantir à criança um contexto permeado pelos valores.
Hoje em dia, a educação requer informação e apoio, e a escola pode ser um braço-direito nessa questão. A escola sempre está aberta a receber pais para juntos acharem o melhor caminho para o desenvolvimento emocional da criança. A escola tem seus valores dentro do processo da educação muito bem definidos e consegue passar isso para as crianças de forma clara e prática. Esse trabalho em grupo reforça as condutas e motivam as crianças a receberem esses valores de forma positiva.
A palavra respeito significa um valor que envolve muitas atitudes importantes como a consideração, a admiração por uma pessoa, o cuidado pela natureza, pelos animais e pelas plantas, enfim pelo mundo que nos cerca. E dignidade significa o respeito que temos por nós mesmos. Portanto, respeito é um valor que se refere a nós mesmos e aos outros, sendo que o respeito aos outros é a primeira condição para que as relações sociais aconteçam de uma maneira saudável.

A aprendizagem do respeito é construída através da convivência com as pessoas que nos cercam: familiares e educadores que dão testemunho de como agir respeitosamente. Cabe ao professor nesse momento rever com seu grupo de alunos os principais valores pertinentes e aplicá-los na sua vivencia. Existem jogos, dinâmicas e atividades que ajudam o professor a trabalhar com valores.
Isso também pode ser passado aos pais nas reuniões. Uma conscientização aos pais sobre valores pode mudar muito o relacionamento familiar e consequentemente a vida emocional do aluno.

Atitudes práticas

• Abrace seu filho todos os dias demonstrando-lhe o valor do afeto;

• Seja exemplo em pequenas ações do cotidiano, tanto com seus filhos, como com as pessoas que o cercam;

• Visite com seus filhos instituições que abrigam crianças ou pessoas idosas, para que ele entenda a dimensão da solidariedade;

• Exalte sempre as qualidades de seus familiares e amigos;

• Elogie seu filho pelas pequenas ações;

• Troque prêmios materiais por prêmios afetivos.

Aproveito este momento para desejar um Feliz Natal com muita harmonia!!!

Aluno do Rio Grande do Norte ganha Olimpíada de Língua Portuguesa

Henrique Oliveira, 12 anos, é estudante na escola Ariamiro Germano da Silveira, que fica pequena cidade de José da Penha, no Rio Grande do Norte, foi um dos vencedores da Olimpíada de Língua Portuguesa.  O evento teve a participação de cerce de três milhões de alunos de todo o país (cerca de 40 mil escolas públicas participaram).

O garoto, que pretende continuar fazendo poesias ou ser jogador de futebol, se inspirou no pai, que é vaqueiro, para fazer o poema.  Além dele, 20 outros estudantes de todo país participaram da premiação que aconteceu ontem.

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Crônicas e artigos também são avaliadas por profissionais da educação de todo o Brasil, os alunos vencedores recebem uma impressora e um notebook, a escola e o professor dos alunos também recebem prêmios.  A olimpíada é coordenada pelo Ministério da Educação em parceria com o Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária).

Confira o poema de Henrique:

Ô de casa?!

 

Ê, Ê, Ê… Morena
Ô, Ô, Ô… Machada
Ê, Ê, Ê… Grauno
Ô, Ô, Ô… Pelada.

O vaqueiro solta a voz
No oco do mundo,
Com seu aboio triste,
Em poucos segundos,
Encanta gente e gado.
“Eita” aboio profundo!

Chapéu de couro e gibão,
Luvas e peitoral,
Perneiras e sandálias,
Tudo artesanal.
Ofício de meu pai,
Vaqueiro magistral.

O sertanejo anseia
Uma visita em nossa terra,
Faz as honras da casa
E ansioso espera,
São José intercede
E o povo por ela reza.

Quando a visita chega
Molha o tapete vermelho,
Desbota ele todo,
O caminho é só lameiro,

Pra nós é festa,
É festa “pros violeiro”.

Eles cantam e encantam
Aqui no nosso recanto,
Em noite de cantoria
Improvisam com seu canto,
É coisa da nossa gente
Aqui do nosso canto.

Sítio Gerimum
Este é o meu lugar,
Pedaço de chão resistente

Como o povo que aqui está,
Que semeia coragem,
E faz a esperança brotar.

Meu Gerimum é com G,
Você pode ter estranhado,
Gerimum em abundância
Aqui era plantado,
E com a letra G
Meu lugar foi registrado.

Este ano a visita
Raramente se aconchegou,

Sua ausência causou tristeza
E o nosso sertão chorou,
Nem as lágrimas derramadas
O chão seco molhou.

O tempo parece mudado,
Mudou o verde do capim,
A brisa está mais quente,
Não faz um carinho assim,
Até os passarinhos
Voaram pra longe de mim.

Espero que os bons ventos
Fluam em nossa cidade,
Visitem José da Penha
Sem nos deixar saudade,
Tragam-nos boa-nova
Espalhando prosperidade.

Enquanto espero a visita
Você pode entrar,
Também é meu convidado,
Pode se aproximar
Nossa essência permanece
Sinta… Está no ar!

Retoques exagerados de modelos no Photoshop viram piada

É de conhecimento geral que os retoques no Photoshop de fotos em editoriais, revistas e propagandas estão passando dos limites. Muitas modelos acabam perdendo a perna, os braços, ficam com a cintura menor do que a cabeça, pessoas com mais de 50 anos sem uma ruga sequer no rosto e com uma pele que parece plástico entre outras coisas. O padrão ideal de beleza leva o mundo da moda a dotar o Photoshop como a ferramenta que não deve ficar de fora na hora de dar aquele ‘retoque nas cores’ da imagem antes de publicá-las.

O assunto virou piada para o blog PSD: Photoshop Disasters. O blogueiro separa as fotos mais polêmicas de capas de revistas e campanhas de marcas famosas e ressalta, de maneira bem humorada, os exageros da edição no Photoshop pelos quais as modelos passaram. A última campanha a ser ‘queimada’ pelo blogueiro é da marca Gucci, que apresentou sua modelo com as pernas totalmente desproporcionais. Na descrição do post a brincadeira é “se você quer vestir sua modelo de flamingo, tente evitar deixá-la com pernas de um flamingo também”.

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O assunto é polêmico na atualidade, ninguém se diz a favor dos retoques exagerados, mas também ninguém deixa de lado os programas de edição de imagem e nem as câmeras que já têm retoque integrado. A maioria das modelos diz que o retoque é uma coisa que ajuda muito, desde que seja bem utilizado. As revistas que cometem os erros não se manifestam, e ninguém sequer fica sabendo quem são as pessoas por traz do trabalho.

E vocês, o que acham do assunto?

Deixem as crianças serem crianças!

Por Débora Corigliano – autora do livro Orientado Pais, Educando Filhos

Ultimamente tenho conversado com pais que apresentam uma ansiedade muito grande com relação ao futuro de seus filhos. Pensam tanto no amanhã que se esquecem totalmente de viver o hoje ao lado dos filhos que amam.

Minha infância lembro-me bem, foi passada na rua , brincando, aprendendo, descobrindo e fazendo amigos. Aprendi a andar de bicicleta, a jogar bola, fazer comidinha (com terra e plantinhas), pular amarelinha, brincar de esconde-esconde, pega–pega, duro-mole entre tantas outras brincadeiras. Existia sim, uma rotina: escola, almoço, lição de casa e brincar. Tudo dentro de uma harmonia que hoje vejo, era a  ideal. No tempo que exercia a função de ser criança aprendi muitas coisas que carrego até hoje e essas lembranças me deixam muito feliz, saudosa até!

Lanço aqui uma pergunta. Seu filho vai ter saudades de que?  Da rotina apressada entre escola, aula de ballet, inglês, natação e futebol? De amigos que só conhece virtualmente pelas redes sociais?  E você me responde:

-Mas estamos na era da globalização, meu filho tem que “estar” atualizado.

E eu vou dizer: que bom, mas ele precisa ter tempo de ser criança. Ele precisa fazer coisas de criança, brincar não só com jogos educativos e sim com terra, com água, na chuva, no banho, com tinta, com bola, com amigos reais e não só super heróis, ouvir, criar e contar histórias. Inventar brincadeiras, aprender as brincadeiras típicas da infância, assim como as músicas, a nossa cultura.

São pequenas ações que compreendem o universo infantil e dão margem a uma vida saudável e feliz.

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Hoje em dia as crianças convivem com crianças na escola, porém isso não basta, pois mesmo neste ambiente infantil, a liberdade de escolha e o tempo não estão disponíveis. Faz-se necessário, na infância, o ócio, que nesta fase será o tempo mais produtivo que ela terá.

Pais inteligentes emocionalmente buscam para seus filhos uma vivência apropriada a sua faixa etária, sem cobranças nem exigências.

Percebo que devido à correria do dia–a–dia muitos pais apressam também a vida de seus filhos querendo que falem antes do tempo, que andem precocemente, que deixem de usar as fraldas rapidamente, que leiam e escrevam antes mesmo de conseguirem tomar banho sozinhos. E caso uma dessas etapas seja vencida antecipadamente a cobrança aumenta e essa criança vive em meio à ansiedade, exigências e muitas dúvidas.

Calma Pais! Deixem as crianças serem crianças.

Cada criança tem seu tempo, eu sempre exemplifico dessa forma, ela tem o tempo  para começar a falar, andar e se alfabetizar.  E o melhor tempo é o de brincar. Li recentemente um texto que fala sobre o direito de brincar de Gilberto Dimenstein. Ele define o brincar de uma forma tão agradável que resolvi transcrever um trecho do artigo.

“Brincar é, em essência, experimentar a emoção da descoberta. É surpreender-se investigando, no cume da árvore, as frutas e as flores. É admirar as conchas da praia, olhar os peixes no rio, sentir o gosto da chuva no rosto, sujar-se na lama, entrar nas cavernas. Ou, simplesmente, ficar sem fazer nada vendo as coisas, quaisquer coisas passarem, entretido com o canto de um pássaro. É cutucar a terra, descobrir a minhoca cortá-la em pedaços e ver as várias partes se contorcerem.  É ficar sentado, intrigado com as cores do arco-íris. Na brincadeira, unem-se o prazer e o aprendizado.”

Proporcionem aos seus filhos alguns momentos para que eles exerçam o papel de criança.

Aproveite o tempo que seu filho brinca, para observá-lo. Eu sempre oriento isso aos pais, pois quando os observamos estamos descobrindo suas reações. E no momento em  que a criança está brincando, fantasiando, criando, suas ações e reações estão latente e facilmente você as perceberá.

Quando eu era professora, tinha uma turma de maternal (crianças de 3 anos). Na sala de aula havia um aluno lindo, chamava-se Fernando. Ele não gostava de brincar com nada que sujasse sua mão, sempre que eu oferecia massinha, argila ou tinta, sentia que ele tinha vontade de brincar, mas algo maior fazia com que ele recusasse e ficasse apenas olhando os amigos. Isso me preocupava muito, pois eu queria que ele participasse das brincadeiras e nessas atividades as crianças aprendiam muito. Um dia marquei reunião com a mãe do Fernando e questionei como ele agia em casa com relação a sujar as mãos. A mãe respondeu que dificilmente isso acontecia em casa, pois ela era dentista e o pai médico, ambos tinham o hábito de lavar as mãos várias vezes e que cobravam esta postura higiênica do menino sem contar que não gostavam que ele se sujasse. Eu calmamente fui explicando para a mãe que Fernando era um menino de 3 anos e precisava brincar se sujar e experimentar várias coisas, que como mãe ela deveria autorizá-lo a sujar as mãos. Depois da nossa reunião, a família do Fernando mudou a postura e o mesmo passou a descobrir muitas coisas. Lembro-me tão bem o primeiro contato dele com a tinta, a alegria de carimbar suas mãos azuis no papel e sentir a textura e a temperatura que essa sensação lhe causava. A cada dia Fernando descobria coisas novas e sentia-se mais feliz. No final daquele ano, os pais de Fernando vieram conversar comigo sobre o quanto ele tinha mudado para melhor e como eles (os pais) também haviam aprendido a oferecer oportunidades para o filho.

Como foi sua infância? Do que você como mãe, pai ou responsável por uma criança, lembram da infância. Se você só tem lembranças ruins, vale a pena rever o que você está proporcionando ao seu filho. Caso suas lembranças sejam positivas, use-as como exemplo para que seu filho possa ter a mesma oportunidade que você.

Lembre-se que minha sugestão de proporcionar uma infância boa a seu filho, não envolve custo, apenas tempo e dedicação.

Para que seu filho exerça a função de ser criança, ele não precisa de brinquedos caros, vídeo game de última geração, basta apenas que ele tenha oportunidades para brincar, criar e ser feliz.

Crianças que vivem como  “ crianças”  têm em comum o desenvolvimento pleno de suas habilidades. Mesmo hoje, quando comentamos que as crianças  são diferentes  das de 20 anos atrás, precisamos  vê-las como tal. Respeitando-a  sem delegar  pressões e poderes que a  sociedade atual  insiste em forçar. A infância deve durar o maior tempo possível, e todos os pais devem colaborar para que uma menina de 10 anos ainda tenha característica de criança e não a de um adulto em miniatura.

Você quer saber se seu filho realmente está vivendo uma infância feliz? Pergunte para ele o que é ser criança.  Baseado nas respostas, você perceberá que tipo de infância está oferecendo a ele e se tem algo a mudar. Boa Sorte!

A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DIGITAL

Por Professora Isabel Aguiar

Nos últimos anos houve um crescimento das tecnologias e meios de informação e também um aumento dos usuários. Porém, muitos ainda não têm o acesso a essas ferramentas. Nesse sentido, analisarei se o direito à inclusão digital pode ser considerado como um direito fundamental, previsto pela Constituição Federal de 1988. A “internet” é hoje um dos meios de comunicação social mais necessários dentro do contexto sócio- econômico e tecnológico do País e possibilita, por sua vez, a participação do cidadão na sociedade moderna, mediante a pluralidade de serviços e informações, ou seja, a promessa de um mundo sem fronteiras, permitindo a agilidade das comunicações, dos negócios, das transações econômicas e da própria circulação de informação.

A INCLUSÃO DIGITAL E A SUA RELAÇÃO COM OS DIREITOS FUNDAMENTAIS

 O rol de direitos e garantias fundamentais previstos no art. 5º da Carta Magna vigente é o reflexo dos direitos fundamentais consolidados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, e dos demais instrumentos jurídicos que surgiram após a Segunda Guerra Mundial, inspirados pelos ideais iluministas, no final do século XVIII. O “caput” do art. 5º declara que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: […]”. Podem-se verificar no artigo supracitado cinco valores fundamentais que foram considerados em relação à dignidade da pessoa humana, fundamento da República Federativa do Brasil (CF, art.1º, III).

Dentre os valores, irei ao encontro do direito/garantia “liberdade”, que é um fundamento para a compreensão da necessidade da democratização da inclusão digital no Brasil. Ampliando esse entendimento ao acesso à informação digital, percebe-se que a liberdade de expressão ou opinião é uma garantida constitucionalmente prevista e que deve ser concretizada de forma plena. O pensador e filósofo Aristóteles já dizia que: “o homem é um ser social por excelência”. Portanto, a comunicação é inerente à condição humana dentro de qualquer agrupamento ou sociedade. Considerando a dinâmica dos meios de comunicação, pode-se pensar que a comunicação virtual também é um fator determinante para a inclusão de seus “navegantes, internautas”, em contrapartida “a exclusão digital é uma condição fática que fere o direito de todo cidadão ao acesso à informação, pressuposto inafastável do pleno exercício de cidadania” (MARINHO; RIBEIRO; COSTA E HOESCHL, 2003, p.6).

Segundo o constitucionalista, José Francisco Cunha Ferraz Filho, “o direito de expressar o pensamento sobre qualquer tema é pressuposto da vida democrática” e por isso pertencente a cada indivíduo, o que consiste na inclusão digital como uma nova geração dos direitos fundamentais. O jurista Karel Vasak, naturalizado francês propôs, em 1789, três gerações dos direitos humanos, apresentados na palestra do Instituto Internacional dos Direitos Humanos de Estraburgo. Vasak teve sua inspiração nos ideais da Revolução Francesa (Liberdade, Igualdade e Fraternidade). A primeira geração foi a dos direitos civis e políticos, a segunda a dos direitos econômicos, sociais e culturais e a terceira a dos direitos de solidariedade ou fraternidade (à paz e ao meio ambiente). Mais tarde, outras gerações foram acrescentadas à tríade de Karel. Os direitos à democracia, à informação e ao pluralismo compuseram a quarta geração, apresentada pelo professor e constitucionalista Paulo Bonavides. E com a globalização outras já foram pensadas para acompanhar os avanços da tecnologia. Nesse sentido, José Alcebiades Junior concebeu a quinta dimensão, a dos direitos da realidade virtual, decorrente do desenvolvimento da cibernética (BECHARA, 2005, p. 33-37). Portanto, o direito ao livre acesso da informação deve ser destinado a todos os que queiram recebê-lo, sem individualizar e/ou dividir informações que virão a ser transmitidas aos seus futuros usuários. E através da segurança jurídica estabelecida pela norma constituinte almejasse alcançar o bem comum; cabe nesse momento a colocação do consultor jurídico Marcelo Bechara, o qual afirma que “qualquer política de inclusão digital não é nada mais do que a garantia plena de uma conquista há muito consolidada internacionalmente […] os avanços tecnológicos devem ser compartilhados entre todos, sob pena dos direitos mais personalíssimos do ser humano restarem cada vez mais distantes”.

A importância da inclusão digital para os cidadãos pode ser observada em toda a sociedade como um fator de transformação social, pois reflete diretamente na realidade da população. Novos projetos são pensados e implantados com a finalidade de incluir as camadas de baixa renda nesse mundo virtual. Entretanto, para que haja uma visível mudança no crescimento do Estado brasileiro, faz-se necessário investir também na educação (preparações pessoal e profissional), considerando que os pressupostos relacionados às áreas sociais, culturais, políticas e econômicas compõem uma estrutura complexa, que vise o bem comum (o interesse público; coletivo).

Fonte: http://www.webartigos.com